Ela desce do carro e fica espantada com e visão à sua frente: a casa que outrora parecia daquelas saídas de um filme, cercada de plantas bem cuidares e com uma varanda lindamente decorada, estava agora completamente abandonada. O jardim sem vida, os degraus que levavam à varanda estavam com o piso quebrado, as paredes carentes de tinta, com uma pintura velha e poeira, poeira por todos os lados... Por que ela deixou que isso acontecesse? Por que abandonou o seu lugarzinho de aconchego, o seu lar, o único lugar em que ela se sentia realmente em casa? Nem ela sabe dizer.
Mas isso agora não importa. O que importa é ela estar ali agora, com as chaves daquela casa nas mãos. Ela iria transformar aquele caos; a poeira, a bagunça, a aparência de descuido e nem mesmo as casas de aranha a fariam desistir. Ela precisava de um objetivo naquele momento, focar em algo que lhe trouxe um sentido, e reformar aquele lugar que um dia foi o seu abrigo se tornará, a partir dali, uma questão de honra. E para isso ela só precisava voltar. Ela voltou. Eu voltei...
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