1 de julho de 2016

"Por que você gosta de mim?"

Imagem retirada do texto "O que é o Amor?" no site Obvius

"Não sei". Essa foi a resposta que me ocorreu quando ele me fez a pergunta acima ontem, e ainda é a que me vem à mente quando penso sobre ela agora. Pode parecer - na verdade eu penso que é - uma coisa infantil e muito estúpida de se dizer, mas, poxa, já é difícil saber quando a gente ama alguém de verdade, imagina saber o porquê disso? Eu assumo a minha completa estupidez. Eu não sei.

Não sei explicar, definir e mensurar sentimentos. Nunca soube. Lembro que quando eu era criança, a mãe perguntava frequentemente de quem eu gostava mais, se dela ou do pai. Eu só respondia que gostava do "mesmo tanto" dos dois, mas de formas diferentes. Acho que ela nunca entendeu o que eu queria dizer com isso, até porque eu também nunca soube explicar.

A verdade é que, e aqui eu volto à pergunta a que me referi no título do post, foi muito fácil gostar dele. Desde o início.

Eu poderia falar sobre a afinidade que se fez entre a gente e discorrer sobre o quanto o admiro por ser um homem inteligente e sensível ao mesmo tempo. Eu poderia citar o seu bom humor, o seu caráter e o seu senso de justiça. Eu poderia escrever sobre os sonhos lindos que ele esconde no coração e, mesmo soando superficial, poderia mencionar os seus olhos, a curva do seu pescoço, suas mãos e o seu sorriso. Tudo isso poderia estar na lista dos motivos que responderiam ao seu "por que?", mas, pra deixar claro, não seria o bastante.

Digo que não bastaria porque tenho certeza que não seria amor o que sinto por ele se, para responder a essa pergunta, eu mencionasse só as suas qualidades. Sei que eu sei muito pouco sobre a vida, mas mesmo esse pouco me diz que se eu amo alguém, é porque conheço as suas duas faces. E as dele eu conheço bem. Sei que a sua sensibilidade não impede que ele aja com frieza às vezes; sei que se ele expressa amor de coração aberto, ele também se deixa facilmente levar pela raiva. Sei, enfim, que como eu e todo mundo, ele tem o seu lado luz e o seu lado sombra.

E, se quer saber, reconhecer isso não me impediu de querer-lhe bem inicialmente; e, depois de um tempo, de vir a amá-lo. Claro que às vezes tenho medo do que sinto, às vezes me acho atrevida demais por dizer que o amo sem pudor; mas, nesses momentos, eu simplesmente me pergunto: que outro sentimento poderia se manter forte diante de todas as experiências que compartilhamos? Que outro sentimento seria independente de tempo, espaço e de quaisquer outras circunstâncias?

A única resposta que me vem quando me faço essas e outras perguntas é: AMOR. Um sentimento que embora não dispense - se houvesse a possibilidade -, não exige o toque, o beijo, o abraço... Um sentimento que me faz enxergá-lo e compreendê-lo quase como enxergo e compreendo a mim mesma. Um sentimento que faz doer em mim o que o aflige e que me deixa feliz quando o coração dele se alegra. Um sentimento que não cabe em palavras, mas que me faz e fará querer-lhe bem, desejar-lhe o bem. Sempre. E incondicionalmente.

2 comentários:

Fernanda Rodrigues disse...

Que texto lindo! Adoro esse tipo de reflexão poética. Realmente, o amor não tem explicação. Ele somente é. E, no fundo, isso basta.
:D

Beijos,

Algumas Observações

Malu disse...

Hey, Fernanda!

Bem vinda!

Sim, teorizar sobre o amor, penso, é perdermos todo o tempo que poderíamos gastar apenas sentindo-o.

Beijinhos, obrigada pela visita!