9 de setembro de 2015

Sobre silêncio, vazio e respostas...

Imagem: Google


"Mar calmo nunca fez bom marinheiro", me disse um amigo certa vez. Seguindo na linha desse raciocínio, eu acabo de perceber que sentimentos "equilibrados" nunca facultarão o autoconhecimento.  Penso que é preciso uma certa dose de desequilíbrio, de bagunça interior mesmo, para conseguirmos ver o que existe de inconveniente dentro de nós para, assim, trabalharmos na superação de tudo o que nos entrava o riso, a alma e o coração. A verdade é que eu precisei chafurdar no caos que existe dentro de mim para finalmente encontrar a resposta da pergunta que me fizeram insistentemente nos últimos meses. E foi exatamente lá, no meio de toda a bagunça, que, pasma, eu descobri que o sentimento que ainda predominava dentro de mim era o medo. Loucura, eu sei, mas com medo de perder o que eu nunca tive, eu me agarrava a inexistente possibilidade do "vir a ter", sem perceber que o que me era oferecido já não iria me satisfazer. Só hoje eu me dei conta disso. Somente hoje, quando eu tive a coragem de me despir por inteira de todos os "se's", "não's" e cia foi que eu consegui, enfim, enxergar no silêncio do meu coração o que já não existia... 

Quanto à pergunta, eis a resposta: Eu quero um Anjo.

3 comentários:

Lucas - Blog: Overture disse...

Vai um tanto de complexidade aí! Mar calmo não fazer bons marinheiros não me pareceu bem o mesmo tanto de 'preciso de desordem, desequilíbrio e caos para me conhecer melhor'. Até aqui, pensava eu que justamente o equilíbrio nos dá as melhores condições para nos conhecermos melhor. O mar agitado dos marinheiros fica 'fora' do navio, e significa que circunstâncias fáceis naa vida não testam bem nosso equilíbrio e reação adequada. Mas, tais circunstâncias estão 'fora' de nós. O caos é 'lá' e não 'aqui'. Em todo caso, é bom que, em desequilíbrio ou equilíbrio, tenhas concluído o que queres, porque, no final das contas, é isto que importa. Também eu queria uma anja, se me perdoas a citação! Beijossssssss

Lucas - Blog: Overture disse...

A propósito: que imagem extraordinária! Fantástica. Seria grosseira de minha parte pedir para usar em uma postagem mais à frente?

Malu disse...

Complexidade devia ser meu sobrenome, moço, principalmente se levar em contas meus sentimentos
. rs
Entendo perfeitamente o teu raciocínio e tua "discordância" em relação à comparação que eu fiz no início do post; do mesmo modo que concordo quando vc diz que o equilíbrio é que te dá as condições para que possas se conhecer melhor. Na verdade, a palavra Equilíbrio é que acaba determinando tudo ao meu ver. Quando este é real, verdadeiro, o autoconhecimento o segue e é mesmo a sua consequência. Mas, se o tal Equilíbrio é apenas aparente, originado pela inércia causada pelo medo e sentimentos afins, qual a chance de alguém conhecer a si mesmo nessas condições? Penso que quando é esse o caso, o essencial é o bagunçar tudo, o se permitir desarrumar a falsa ordem em que os sentimentos se encontram para assim percebermos o papel de cada um deles dentro de nós...
Obrigada pela visita, moço! Teus comentários sempre me fazem refletir mais e mais! rs E quanto à imagem, fica a vontade para usá-la. :) Beijooss!

Ps: que os(as) Anjos(as) apareçam!