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"- O que você quer Vivian?"
"- Eu quero mais!"
"- A questão não é querer mais, eu inventei esse conceito. A questão é "o quê mais?".
"- Eu quero um conto de fadas..."
"- Relações impossíveis. É o meu dom especial."
***
É interessante perceber como num dia vazio, o nosso pensamento pode ir tão longe a ponto de trazer para o presente lembranças há muito tempo adormecidas. E ontem foi um dia exatamente assim. Não sei ao certo como aconteceu, mas no meio da tarde eu me peguei vendo o clipe Spending my time (Roxette) no youtube. Baladinha romântica antiga (se eu não me engano do início da década de 90), ela foi a primeira música internacional da minha vida.
Lembro que eu tinha por volta de sete anos quando ela fez parte da trilha sonora de uma novela. Como o meu inglês nessa época se resumia ao decoreba de cores, animais e números que a gente aprende no colégio, eu não tinha noção do que a letra dessa música expressava, mas, apesar desse detalhe, o fato é que Spending my time me tocou de uma tal forma, que eu nunca consegui esquecê-la (depois de "crescidinha" eu entendi o porquê).
Assim, com toda essa atmosfera nostálgica de domingo a tarde, e deixando Roxette rolar repetidamente no player do celular, não foi por acaso que It must have been love, e Vicky e Edward me vieram à memória. Vicky e Edward... sim... o casal de Uma linda Mulher, o conto de fadas moderno estrelado por Julia Roberts e Richard Gere. Depois de ter visto esse filme pela primeira vez quando tinha mais ou menos sete ou oito anos, eu já o vi outras trocentas vezes durante a adolescência e ontem acabei por repetir esse feito.
É que, sei lá, acho que a ludicidade da história entre o empresário bem
sucedido e a garota de programa me fascina, essa coisa de um sentimento
ser mais forte que tudo, de que o ser humano por mais preconceituoso que seja, não consegue ser indiferente ao amor verdadeiro. E, como uma criatura irremediavelmente
romântica, eu gosto de pensar e ver (nem que seja na ficção através de
livros ou filmes) que o Amor pode, sim, vencer todas as barreiras, e
transformar qualquer história aparentemente sem futuro, num lindo e
feliz conto de fadas.
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2 comentários:
Eu amei essa postagem, de repente, parece que você escreveu exatamente o que eu estava precisando ler.
Beijo, flor!
Aaah, Manu! Se foi isso mesmo, fico feliz! É bom quando o que a gente escreve faz eco em outra pessoa. Isso nos tira um pouco da sensação de que estamos sozinhos no mundo, né? Beijooo, moça! E obrigada! :)
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