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Não que eu seja do tipo "Maria vai com as outras",
aquela que se deixa levar facilmente por qualquer sugestão, mas seria
hipocrisia não reconhecer o fato de que eu sempre precisei de algumas
influências para conseguir fazer certas coisas no meu dia-a-dia. Sabe aquelas
palavras que podem até soar como meras frases de efeito, que parecem retiradas
de algum livro de autoajuda, mas que em determinadas circunstâncias são fundamentais
para um coração inseguro? Pois é! É desse tipo de influência que eu falo, e é
dela que ainda hoje - em alguns momentos - eu preciso. E quem me conhece de
verdade, talvez já saiba bem disso. Ou
não?
Em 2002 eu passei no vestibular para Ciências Sociais. O problema
é que a cidade onde eu faria o curso fica há 90km da minha. Me mudar pra lá
estava fora de questão na época, já que eu tinha acabado de voltar de uma
temporada em Fortaleza da qual não gostei nem um pouco. A alternativa para
fazer a faculdade então seria ir e voltar todos os dias no ônibus dos
estudantes. À noite. Claro que eu estava animada, afinal ia começar a faculdade
e minha irmã estaria comigo pelo menos durante a ida e a volta (ela fazia um
cursinho). Mas também estava com medo de encarar uma sala de aula completamente
diferente da qual eu estava habituada desde o meu jardim de infância. O fato é
que eu não teria cursado os três primeiros semestres do curso se meus pais não
tivessem me mostrado que eu conseguiria. Acabei desistindo de Ciências Sociais
depois, mas o medo e a insegurança não foram o motivo.
"Por livre e espontânea pressão", era essa - e as vezes
ainda é - a minha resposta sempre que me via à frente de alguma atividade no
Centro Espírita que frequento. Lembro
que na primeira reunião do Evangelho, logo na noite de fundação da casa em
2003, fui convidada (eu diria intimada! rs) para fazer a prece inicial. Passei
a meia hora que antecedeu o inicio das atividades me negando, explicando que
não iria conseguir se quer falar com um monte de gente me olhando, imagina
fazer uma prece. Mas não consegui me esquivar. "Que é isso, Lú? Você
consegue, você sabe que consegue!",
me diziam todos por uma boca só. E lá fui eu, com o coração na mão, fazer o que
me foi pedido. Graças a Deus e aos amigos deu tudo certo. E eu faço isso até
hoje...
2009. Eu tinha 24 anos e seria a primeira vez que viajaria
sozinha. Era um dos encontros anuais do grupo espiritismo.net, e eu queria
muito, muito ir. Lembro que meu coração durante todo o tempo que antecedeu a
viagem estava cheio de medos. Não era uma viagem qualquer, né? Iria para o RJ,
num voo com duas conexões e completamente sozinha, poxa! Não foram poucas as
vezes em que apesar da vontade grandona eu pensei em desistir. Mas não. Mais do
que eu mesma, algumas pessoas acreditaram em mim, acreditaram que tudo daria
certo, e as palavras de incentivo delas me ajudaram a viver um dos fds's mais
lindos da minha vida.
Recentemente uma amiga me acordou com uma mensagem logo cedo pelo
facebook. "Lú, quero te convidar pra fazer uma palestra...". Ler isso
às 6h:00 da manhã quase me fez cair da cama e a primeira coisa que fiz foi
responder dizendo que não sei dar palestras, que não sou palestrante. Mas, como
fiquei com vergonha de completar minhas palavras com um "não vai dar, mas
obrigada pelo carinho do convite!", acabou que ficou meio subentendido que
eu aceitei. Foi nesse momento que me vi numa enrascada, que pra me deixar mais
aflita só ficou maior quando comentei sobre o convite com a minha mãe e ela simplesmente
me disse: "Você vai sim, se ela lhe convidou é porque acredita e confia em
você!"
Para resumir a história, o fato é que passei a semana mais louca
da minha vida, literalmente com o coração na mão enquanto ouvia dos meus pais e
amigos que eu me sairia super bem. E,
sem vergonha nenhuma eu confesso que quase chorei quando vi a divulgação da tal
palestra no facebook com uma foto minha e a seguinte legenda "palestrante
Maria Luíza." Só não desmarquei tudo nessa hora porque minha mãe
literalmente me deu uma bronca (existem várias formas de incentivar uma pessoa,
né?!). Bom, o dia temido chegou, e lá fui eu com meus pais e uma amiga a
tiracolo. Dizer que fiquei tranquila vai ser mentira, mas não posso negar que
ter essas pessoas ao meu lado (minha amiga foi sentar na primeira fila,
praticamente colada em mim pra me dar apoio) foi fundamental pra me trazer a
segurança que falta em mim, isso foi!
Tem uma frase atribuída a Chico Xavier - acabei de lembrar - que
cada vez mais percebo a realidade dela dentro de mim. "As pessoas
esquecerão o que você disse, as pessoas esquecerão o que você fez... Mas elas
nunca esquecerão como você as fez sentir.". É bem isso, tanto para o bem,
quanto para o mal. Em outro post eu comentei sobre o quanto algumas palavras tiveram
o poder de me lançar num abismo de medos, neuras, inseguranças e aflições, mas,
hoje, precisei relembrar justamente o contrário. Precisei vir aqui e escrever
sobre palavras e pessoas que constantemente me fazem voltar à Luz! À todas
elas, o meu muito obrigada! ♥
***
*O título do
post não tem muito a ver com ele em si, só é um trecho de "Never Say
Never" (The Fray). Beijinhos!!!
2 comentários:
Que legal!! Amei saber sua experiência, há muitos momentos em que percebemos o quanto podemos fazer coisas que nem imaginamos e as pessoas especiais que estão do nosso lado.
É isso Regina!
Às vezes precisamos do outro para descobrirmos o melhor de nós. E, pra te ser bem sincera, eu não sei se isso é algo bom ou ruim, só sei que É! Então, o jeito é deixar ser...
Beijos e obrigada!!!
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