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Naquele momento eu quis me teletransportar, vencer a distância que me separa dele, viajar no espaço e aparecer, assim, de repente naquela sala onde ele se encontrava. Naquele instante eu quis olhar de verdade no fundo dos seus olhos que eu só observava de longe, e impedir que as lágrimas que deles vertiam, caíssem molhando-lhe a face. Naquela hora eu quis abraçá-lo como abraço a mim mesma quando sentimentos semelhantes ao que ele vivia atormentam minha alma. É que eu sei que o mundo às vezes pode ser cruel, e as pessoas - algumas delas - igualmente. Nada parecido com a aflição que nos atinge aconteceria, se o coração do ser humano não desse tanto espaço ao preconceito; se em vez de se deixar levar pela aparência, as pessoas priorizassem a essência e o caráter umas das outras. É difícil você ser diferente numa sociedade que estupidamente valoriza a aparente e superficial igualdade. Como fazê-lo sentir, então, o quanto tudo aquilo doía em mim também? Como consolar aquela dor que também é um pouco minha? Eu tentei, mas tudo o que consegui foi repetir uma dezena de pedidos de desculpas. Desculpa por não não poder fazer por ele o que ele mais que merece. Sim, ele MERECE a realização de todos os seus desejos. Ele MERECE viver o sonho que desesperadamente sufoca no seu coração. Ele MERECE e vai ser feliz (se se permitir sê-lo!). E, daqui, de longe, eu vou sempre torcer e continuar insistindo para que ele não dê ouvidos a quem lhe diz o contrário. Vou continuar tentando fazê-lo enxergar que qualquer pessoa que segrega ou exclui o outro em função de suas características tipicamente humanas, certamente ainda vai precisar passar muito pelo estágio da humanidade até conseguir aprender o que só os anjos e alguns poucos humanos já sabem: o amor transcende!
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