Sou espírita, e hoje, tanto pela
observação dos fatos, pela busca sempre constante por alcançar o entendimento
da vida, como pela crença nos princípios que a doutrina ensina, é que sei que
sou um espírito imortal; que habito provisoriamente um corpo físico; que a
minha morte – quando ela chegar – não vai significar o meu fim; e, finalmente,
que essa é apenas uma das muitas existências que já tive, e que ainda terei –
pela infinita bondade de Deus. Sim, racionalmente eu tenho essa percepção a
respeito do mundo, e principalmente, de mim mesma. Mas...
É que eu não sei, sabe? Não sei
se algumas possibilidades existem porque eu tô sempre buscando, atraindo, ou se
elas surgem como que dizendo: “- Tenta, arrisca, Maluzinha!” Eu não sei se os
impedimentos que sempre enxergo são reais e estão onde estão porque existe um
limite que eu não devo ultrapassar, ou se são mais frutos do meu medo, apenas meros
obstáculos que só me exigem uma dose extra de coragem, ousadia e determinação.
Eu simplesmente não sei, poxa, e esse receio acompanhado de esperança tem sido
o meu calcanhar de Aquiles desde que comecei a me entender por gente.
Ora tenho a impressão de que o
aprendizado só vai vir com a aceitação, de que o limite é real e de que é
bobagem querer ultrapassá-lo. Ora me vem o pensamento de que o esforço pela
aceitação não é nada mais, nada menos, do que uma certa resistência em sair da
minha zona de conforto. E nesse impasse eu simplesmente paraliso, fujo, nego e
volto ao ponto inicial. E nessa espécie de ciclo onde giram a vontade, a entrega,
o medo, a resistência, a esperança e a fuga, eu tento me agarrar, entre
tropeços e quedas, as palavras contidas no item 3 do capitulo 5 de "O Evangelho segundo o Espiritismo": “As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa
causa deve ser justa.”
Perdoem-me. Foi só um desabafo!
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