19 de dezembro de 2013

A mocinha de verde*


Há umas duas semanas minha irmã me enviou o link de um site - Farofa fina - em que uma de suas matérias aborda a moda voltada para pessoas com deficiência. "Morri de chorar", ela me disse na mesma mensagem, e eu, ao clicar e abrir a página, quase derrubei o celular no chão... rs "Um clone meu?"* - pensei. 

O texto fala sobre a iniciativa de uma organização suíça ligada à causa das pessoas com deficiência. Não vou repetir aqui o que o site já disse, mas confesso que a ação da Pro Infirmis materializou um pensamento que já vinha me rondando há muito tempo. Pensar numa sociedade realmente inclusiva não é abrir espaços para todas as pessoas, em todas as áreas?

Claro que é. Mas o mundo parece que ainda não se deu conta disso. Ou, fazendo o jogo do contente, ainda bem que começou a se dar conta dessa necessidade agora. Assim foi que a Pro Infirmis mostrou ter tido uma sacada genial ao chamar a atenção para o modo como a moda exclui o "diferente", o que não se encaixa no padrão. E, óbvio, falo isso por experiência própria. 

É provável que a maioria nem se dê conta, mas o fato é que só quem está de fora do conceito que foi estabelecido como "normal" pela moda, sabe o quanto é complicado tentar conciliar o próprio estilo com o que ela oferece exclusivamente para as pessoas "normais". No meu caso, particularmente, é uma verdadeira maratona quando a gente vai às compras.

Imagina você, no auge dos seus 28 anos, mas com um corpo de uma menina de 13, 14 anos. Pois é. Se você refletir um pouco, vai perceber a dificuldade que é encontrar uma roupa que combine o seu gosto com o que realmente fica bem em você. Tamanhos, modelos, tudo dificulta a sua escolha, e dependendo do tipo de roupa que queira, é provável que você desista das lojas e procure uma boa costureira...

Já passei por isso tantas vezes, a mais recente foi agora quando tive de ir ao casamento de uma amiga. Minha mãe comprou um vestido, muito lindo por sinal, mas que depois dos reparos necessários, me deixou com vontade de deixá-lo no fundo da gaveta. Todavia, tive de  engolir a sensação de estar dentro de um sacola de supermercado e ir à festa. Minha amiga é bem mais importante que minha tôla vaidade.

Agora são as festas do final do ano, confraternizações, natal e revellion. Pesquisei no tio google e tenho dois modelos de vestidos pra mandar fazer. Simples e delicados. Lindos!! Na minha cabeça eles são perfeitos e estou me sentindo até confortável neles. O problema é que eles, vestidos, ainda estão na minha imaginação...

5 comentários:

Aninha disse...

Se eu dizer que "imagino o que vc passa" eu estarei mentindo... Pa não dá pra imaginar...

mas eu sei o que EU, um gordinha alta passa... Não é facil achar roupas do meu gosto, mas tb nao e missão impossível...

Qnd os vestidos sairem da imaginação, posta uma foto pra gente ver ;)

bjs

Prinps disse...

Também fiquei curiosa para ver os vestidos, gostaria de vê-los.

Nathy disse...

Vim aqui me atualizar e ler o que ainda não tinha lido. Acho que você me inspirou a escrever e colocar minhas leituras em dia hoje, rs.
Adoro seu cantinho, adoro suas palavras e estou muito feliz de vê-la atualizando sempre aqui e colocando sua história linda de vida. Você é um anjo!
Ah, li um post anterior, sobre o livro do Nick (Uma vida sem limites). Ganhei esse livro, mas ainda não li. Também sou fã dele!
Beijos, Malu!

Camila de Paula disse...

A ideia é realmente sensacional!
Concordo com você, o mundo fala tanto de inclusão mas
esquece que a verdadeira inclusão deve acontecer em todos os
aspectos e não só naquele que fazem para mostrar compaixão para a sociedade.

Adorei o blog :)

Vanessa Vieira disse...

Malu. Adorei tua reflexão. Tu sempre me surpreendes sabia. Gosto muito de ti!
Beijo grande!!!