1 de janeiro de 2018

Bendita Fogueira



A maioria das coisas pra gente, apesar de aparentemente fáceis aos olhos alheios, chegam-nos por caminhos um tantos mais longos e, às vezes, complicados, eu diria. E ontem, último dia do ano, não foi diferente. Graças a Deus! Virada na praia com a família e alguns poucos amigos. Por nossa causa, reconheço, foi necessária uma pequena estrutura: colchão, carro indo até a beira mar (o que ontem, acho, era proibido), enfim... Tudo para que estivéssemos confortáveis e incluídos na festa da passagem de um ano para o outro. Eis que a menos de uma hora para meia noite, surgem duas fogueiras há uma pouca distância de onde planejávamos ficar. Como fumaça e eu precisamos sempre andar por caminhos opostos, estava instalado o problema. Para onde iríamos?
"Bora deixar a gente em casa", foi logo o que sugeri depois da mãe dar algumas voltas a esmo, e de eu já estar contrariada por causa da sensação intrusa de quem está atrapalhando a festa da galera - sensação estúpida, eu sei. Todavia, dona Marta não seria a minha mãe se tivesse atendido ao meu pedido. Assim, pela negação dela e pela generosidade de um gaúcho erradicado no Ceará há quatro anos, foi que a gente teve uma visão privilegiada da praia e da queima de fogos, em um lugar que só não era mais confortável que a nossa cama. No fim da noite, depois de abraços, beijos, tentativas de fotos e alguns brindes, a gente encerrou 2017 comprovando mais uma vez que todos os males vem para um bem. E se alguns destes chegam imediatamente e outros demoram um pouco mais, só nos cabe acreditar e confiar que tudo acontece no tempo certo e para o nosso melhor! Feliz Ano Novo ra gente, Grandão! Feliz Ano Novo a todos!!!

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