![]() |
Tumblr |
Ela tivera alguns namorados, mas nenhum tocara de fato o seu coração. Pelo menos não forma como ele conseguira. Apaixonados, então, eles sonhavam e faziam os planos mais diversos. Ela que sempre fora um tanto racional nas questões de sentimento, conseguiu se abrir para ele e, sem perceber, permitiu que tecessem juntos os projetos mais lindos de um futuro bom. Para ela, a única certeza dos seus dias no amanhã se baseava na presença dele ao seu lado. Ele falava-lhe de amor, e ela passou a amá-lo. Tudo parecia perfeito, até que as palavras dele demonstraram ser apenas... Meras palavras. O sentimento que ele tanto alardeava não foi o bastante para resistir a distância e muito menos para fazê-lo agir com dignidade no fim, que teve apenas o celular como portador e única testemunha das lágrimas que dos olhos dela rolaram a madrugada inteira. A história deles terminou, ela chorou ainda por alguns dias, sofreu por algumas semanas, mas se recuperou. Reconheceu que um sentimento verdadeiro não vê limites, fronteiras. Percebeu que merece ser amada independente do tempo e do espaço. Mas o medo de se entregar e sofrer novamente, esse ficou...
*
Romantismo não é uma das características mais marcantes da personalidade dela. Descolada, ela curte a vida dentro das possibilidades que lhe cabem. Shows, festas, barzinhos e passeios no Ibirapuera trazem para o seu dia a dia a leveza que a Vida insistiu em lhe roubar quando a fez vir ao mundo num corpo com deficiência. Ela também se apaixonou e viveu o encanto de ter seu sentimento correspondido, até perceber que o cara legal que ela gostava não passava de um babaca sem noção e preconceituoso, que podia até gostar dela, mas não o bastante para assumi-la como namorada perante a família e os amigos. Desnecessário é dizer que ela, assim como a primeira, também sofreu, né? Sofreu a dor da rejeição, da desilusão... Sofreu ainda mais porque parte dela insistia achar que era natural que ele tivesse vergonha dela. Mas, sua vida seguiu... E teoricamente ela já sabe que não merece nada que não seja amor, respeito e reciprocidade. O detalhe mais chato nessa segunda história é que, como na primeira, o medo de viver e amar também ficou...
*
Ela era a última na lista das garotas populares no colégio. Tinha nos livros os seus melhores amigos e estava fora do padrão de pensamentos superficiais no qual as demais meninas faziam questão de se encaixar. Sim, ela se sentia o verdadeiro patinho feio, mas não conseguiu fugir do destino que tratou de fazê-la se apaixonar justo pelo primeiro do ranking de popularidade masculina na escola. Isso parece uma comédia-romântica hollywoodiana, foi o que ela pensou quando percebeu o sentimento que estava nascendo em seu coração. E esse pensamento só se confirmou quando o seu escolhido a fez perceber que tal amor era, sim, correspondido. Dali em diante tudo foi flores, exatamente como é em todo amor dos tempos de colégio. Pena que a vida escolar termina e a gente cresce, né? Pois é, para eles vieram as tais mudanças e o garoto atencioso, apaixonado, se tornou um homem distante, frio... E, assim como as duas garotas anteriores, ela também sofreu... Por longos e dolorosos anos. Atualmente ela se vê no início de uma nova história, mas seu coração - ainda marcado - teme se entregar. Coragem, menina! - é o que eu posso te dizer. Essa vida só vale a pena se a gente tem a coragem de amar.
*
Desde muito cedo ela sonhava com o príncipe do seu coração. Nas muitas noites de insônia imaginava o momento em que o conheceria, se sentiria, se reconheceria que ele era de fato Ele... A Vida, porém, como uma professora um tanto carrasca às vezes, parecia não querer trazer-lhe se quer essa resposta, quanto mais o homem dos seus sonhos. E assim ela seguia seus dias tentando encontrar em meio a multidão O olhar que reconheceria o seu olhar, O sorriso que se abriria ao vê-la sorrir... E, por mais que achasse que a Vida daria sempre um não aos desejos do seu coração, uma vez que ela também nascera sob condições limitadas, sua humanidade não a fez imune as artes do travesso Cupido. Primeira paixonite no colégio. Descoberta de um sentimento mais forte anos depois. Desejo e ilusão mais tarde. Sim, ela passou por todas essas experiências até se ver fragilizada pelo medo e decidir que não queria mais se arriscar. Guardaria seu coração para amizades e elas deveriam bastar. Foi nesse momento que a Vida a surpreendeu e o (in)Esperado se fez. Uma amizade virou amor e dessa vez em dois corações... Medrosos.
*
Quatro mulheres. Quatro histórias. Cinco corações. Em todos eles a vontade inicial de viver um amor bonito acabou sufocada pelos traumas da desilusão, da dor da rejeição e pelo medo de sofrer. Pensei tanto sobre essas cicatrizes nos últimos dias que acabei denominando-as como a maldição de um sentimento bendito. É que, coincidentemente ou não, os quatro personagens, ou melhor, os cinco (o outro coração da última história) estão vivendo nesse momento a experiência de um encontro feliz, estão sentindo novamente o coração acelerar e até as famosas borboletinhas no estômago. E de fato isso não é nem um pouco ruim e poderia ser ainda mais perfeito não fosse a insegurança que tais personagens trazem no coração. Um sentimento lindo maculado pelo passado que não foi feliz...
O que se faz para quebrar essa maldição? - eu me pergunto.
...
...
...
...
Ainda vou encontrar a resposta!
Quatro mulheres. Quatro histórias. Cinco corações. Em todos eles a vontade inicial de viver um amor bonito acabou sufocada pelos traumas da desilusão, da dor da rejeição e pelo medo de sofrer. Pensei tanto sobre essas cicatrizes nos últimos dias que acabei denominando-as como a maldição de um sentimento bendito. É que, coincidentemente ou não, os quatro personagens, ou melhor, os cinco (o outro coração da última história) estão vivendo nesse momento a experiência de um encontro feliz, estão sentindo novamente o coração acelerar e até as famosas borboletinhas no estômago. E de fato isso não é nem um pouco ruim e poderia ser ainda mais perfeito não fosse a insegurança que tais personagens trazem no coração. Um sentimento lindo maculado pelo passado que não foi feliz...
O que se faz para quebrar essa maldição? - eu me pergunto.
...
...
...
...
Ainda vou encontrar a resposta!
Um comentário:
Malu, ta perdendo tempo em escrever um livro, hein?! Fazia tempo que não passava por aqui. Às vezes até abriu meio rápido, mas agora que estou passando com calma e comentando. Seu blog tá uma graça. Muito leve, romântico, rs.
Beijos, flor!
Postar um comentário