27 de julho de 2014

Sobre o "Cortejando a insanidade"

Imagem retirada do weheartit e editada por mim :)

"De amigo para amigo", "Abstinência" e "Verdade inventada" foram meus primeiros blogs. Os dois últimos eu mantive quase sempre em segredo, e por isso, só Lívia e Nathy chegaram a conhecer. Eles eram hospedados no uol, e quando migrei para o blogger, acabei deletando-os. Foi aqui, em 2008, que eu criei o "Equilíbrio insano...", um blog que mantenho até hoje. Atualmente o acesso a ele está restrito, mas já foi liberado também. Confesso que na época em que o deixei aberto, acabei preferindo apagar alguns post's, o que faz com que ele tenha somente cento e trinta textos hoje. 

"Por que eu estou escrevendo sobre isso?", talvez seja a pergunta que você esteja se fazendo agora. Bom, primeiro porque me expresso melhor através das palavras escritas que das faladas. E segundo porque apesar de estar achando super legal a pequena repercussão da minha brincadeira no facebook, preciso confessar que ela não passa disso: uma brincadeira. Eu estava de bobeira durante a tarde e pra não pegar no sono e ficar com dor de cabeça, resolvi brincar de editora. Foi daí que nasceu o "Cortejando a insanidade".

Trata-se de um livretinho. Vinte e cinco páginas contendo vinte e cinco pequenos textos que consegui reunir dos que já estão postados nos blogs (nesse e no "Equilíbrio insano..."). Sim, eu não sei o que me deu, mas pus alguns textos do "EI" nele. Textos que falam de uma personagem, Alice, e que apesar de eu ter conseguido organizá-los numa ordem que me pareceu lógica, não tem, inicialmente, nenhuma relação um com o outro. Não se trata de uma história com começo, meio e fim, entende? Alice está nele apenas em forma de pequenas reflexões, relatos e monólogos... Não se trata de um livro, e eu não tenho essa pretensão, pelo menos por enquanto. Desculpa aí, mãe! rs

Sim, desculpa mãe, porque foi com ela a brincadeira. Juntamente com meu pai - desde que me conheço por gente -, ela vive me dizendo pra escrever um livro, e eu nunca levei isso a sério. É que minha relação com a escrita é baseada nas minhas necessidades de entendimento, de assimilação, de compreensão daquilo que penso, vejo, sinto, vivo... Quando paro pra escrever eu literalmente me volto pra dentro de mim mesma e tento extrair através das palavras - seja no papel, seja na tela do pc ou mesmo do cel - aquilo que muitas vezes eu calo, escondo, não falo. Pode ser algo sobre mim, ou sobre outras pessoas, situações que vivencio, ou que presencio, o fato é que é escrevendo que eu consigo ver melhor o que acontece dentro e fora de mim.

Já o imaginar-me escrevendo com o propósito de fazer nascer um livro, me tira toda a espontaneidade (eu pensei noutra expressão, mas deixa quieto! rs) e as palavras simplesmente me fogem da mente, das mãos. Eu não saberia nem por onde começar! Sem contar que mesmo falando sobre coisas exteriores a mim, quando escrevo eu acabo me "despindo"; e só de pensar nisso, pensar em me ver exposta e sem ter controle nenhum sobre essa exposição, eu abdico a qualquer sentimento de realização que uma iniciativa assim possa me trazer. Por isso, e pelo menos por enquanto, não existe nenhum livro, até porque o Oxigeneando-Me já é, por ora, um desafio enorme que eu me propus ano passado, e ao qual eu quero vencer!  

***

PS: não posso deixar de agradecer e dizer que achei lindo o carinho e o incentivo dos amigos que curtiram/comentaram o post. Seeeee um dia algum livro essa pessoinha aqui escrever, vocês serão os primeiros a saber! ♥

PSS: sim, o título do livretinho é uma expressão contida na letra da música Sereníssima (Legião Urbana).

11 comentários:

"A Penseira" disse...

...
Acho que vou comentar só isso, porque o resto todo você já disse.
Sempre tentei escrever um texto explicando o porquê de nunca ter corrido atrás deste "sonho" de escrever um livro. E acho que você acertou no ponto: escrever, para mim, é uma necessidade. De pôr para fora o que não cabe mais, de gritar, sem fazer um escândalo, de desnudar meu coração e minha alma, daquilo que entope a minha circulação de sentimentos. A partir do momento que se tornar uma obrigação, eu não sei se consigo. perco exatamente aquilo que você quis dizer na expressão. Minha tia comentou meu blog uma vez e disse que por mais que eu me esconda atrás da escrita, mais eu me mostro através dela e só não me enxerga quem não quer. E acho que é isso. Meus escritos me são, eu estou toda exposta no meio das minhas palavras. Não sei como me sentiria se o alcance fosse maior do que já é. Talvez seja medo. falta de confiança. Timidez. Uma mistura de tudo. Utilizando uma maneira mais simples de explicar, seria como posar para uma playboy, que ao invés de exibir o corpo, exibe a alma, coisa que, pelo menos para mim, nos expõe muito mais.
Enfim, vou deixar meus três pontinhos, porque não posso te acuar de plágio por ter roubado minhas palavras ocultas e escrito aqui. (Ainda vou descobrir que tipo de espionagem você usa! hahaha)
Adorei o texto Malu!
Bjosssssssssssssssssss

Malu disse...

E mais uma vez você complementa meus textos com tudo o que penso, mas não consigo expressar nas minhas cada vez mais frequentes avalanches de ideias. Adorei a comparação com a playboy, é exatamente essa a sensação, de nudez, e como você bem disse, nudez da alma, o que é ainda mais assustador!
Obrigada pela presença constante, Ju! E quanto à espionagem, pelo menos ela existe dos dois lados! rss

Beijos!

Nathy disse...

Ah, Malu! Como sempre, falando por mim! Nessa explicação sobre porque não escrever um livro, é exatamente a minha justificativa. Muitos dizem que deveria escrever um livro, mas é exatamente isso que você falou: a gente escreve para se encontrar, desabafar... e só de pensar na exposição da minha pessoa, através de um livro, já não sei se eu obteria sucesso, se nem ao menos conseguiria ter inspiração, rs. Mas quem sabe um dia né?! rsrsrs
Beijos!

Malu disse...

Pois é, Nathy! Por enquanto não, mas a possibilidade mesmo, a gente não fecha ne? Das coisas que aprendi de uns tempos pra cá é que tuudoo pode acontecer! rs

Beijinhos!

Lucas - Blog: Overture disse...

Não quero ser analista agora. Quero só estar sentado com uma amiga nas pedras, de frente para o mar e te dizer (és tu que estás ali, é claro!): “a introspecção são várias coisas em uma...” E diante da interrogação em teu olhar, dizer: “És introspectiva, e teu canal de mostrar teus sonhos, desejos e particularidades para o mundo é a escrita; para a fala, para o presencial, só as raras pessoas que de alguma forma ‘mereceram’ teu ‘compartilhar-se’. Então, escreverás um livro, vários livros, quando fores instigada o suficiente por alguém, e quando escreveres livros para ti mesma e para um amigo ou amiga secreta.” Tua introspecção é doce para quem tem o privilégio de que te abras. Isto é, eu o sei, uma das coisas mais doces do mundo. Bons livros. Como bem disse ‘A Penseira’, tu estás completamente revelada em teus blogues. E o que se vê é muito belo. Beijossssssssss

Vanessa Vieira disse...

Que lindo teu relato Malu!
Você sempre nos surpreendendo!
Adooooorooooooooo!!!!!!

Vanessa Vieira disse...

Ahhh, adorei o novo Lay!!!!! Está lindo!!!! <3

Malu disse...

Oi, Lucas!

Sabe, sentada nessas pedras, eu te diria que você tem toda razão. A introspeção é mesmo muitas coisas numa só: timidez, medo, baixa autoestima, orgulho, uma tentativa de autoproteção e sabe Deus mais o quê! O fato é que apesar de "me soltar" nesses escritos, esse jeito introspectivo ainda é o meu, ainda é a forma como melhor consigo ser e estar nesse mundo. Nas suas palavras é um jeito doce de ser, já eu penso que ele pode ser azedo e até espinhoso às vezes. Para nos defendermos, em alguns momentos nós atacamos, né?

Enfim... obrigada pela visita, pela reflexão e por trazer um pouco da sua poesia pra mim!

Beijos!

Malu disse...

Obrigada, Van! Você é sempre querida! <3

Rosemary Lima disse...

Malu, obrigada pela visita no blog. Gostei muito daqui, to seguindo e visitarei sempre! Espero você mais vezes por lá também!

Beijos!

Malu disse...

Seu blog é lindo, Rosemary! Com certeza estarei por lá, sempre! Obrigada! Bjs!