13 de fevereiro de 2014

Equilíbrio insano...

Você sempre quis, idealizou, sempre imaginou que sua vida finalmente se tornaria completa quando encontrasse o objeto das suas aspirações. E nessa busca incessante, desde muito cedo, você se atirou no mar das possibilidades, perdendo de vista todo o resto que tinha, mas, principalmente, que o possível nesse caso era mais que improvável.

Você se iludia, não percebia que só se perdia a cada vez que achava ter encontrado. Entregando-se por inteiro, não percebia que em todas as vezes era uma miragem que enganava-lhe a visão, por isso você nunca se deu conta do quanto feria o próprio coração. Só quando a ilusão do encontro se mostrava - dolorosamente fria - à sua frente, você recuava, ferido, arrependido...

Mas a vida é uma espécie de espiral, e quando não se aprende com os erros, é certo que tudo vai se repetir. E assim você mergulha de novo, de alma e coração. Você revive a ilusão e a dor, a perda e a aflição. Até quando? -  você questiona. Até quando encontrar o que procura, uma voz lhe diz. Mas, ela também é miragem, desculpa da própria rebeldia, porque no fundo você sabe que é necessário que o aprendizado se faça primeiro, para que só assim, e finalmente, se dê o encontro.


Imagem: We Heart It

5 comentários:

Lily disse...

Querer, idealizar... As vezes nos mantém vivos, outras, nos destroem um pouco. E o não saber se as vozes que ouvimos são na realidade as nossas, é por muitas vezes agoniante...
Dia desses a Michele me disse que desistiu querer, escolheu viver, o que tem pra hoje, como é, como dá... Talvez seja mesmo a melhor maneira de ser livre, de ser leve...
Beijo, Lú!

Lily disse...

Querer, idealizar... As vezes nos mantém vivos, outras, nos destroem um pouco. E o não saber se as vozes que ouvimos são na realidade as nossas, é por muitas vezes agoniante...
Dia desses a Michele me disse que desistiu querer, escolheu viver, o que tem pra hoje, como é, como dá... Talvez seja mesmo a melhor maneira de ser livre, de ser leve...
Beijo, Lú!

Malu disse...

Talvez, Lí, o "ir vivendo o que for sendo" seja a melhor maneira de nos sairmos bem disso tudo. :)
Mande beijos meus pra Mi e pra Clarinha, please! Saudade de saber sobre elas! :)
Beijos!

Camila de Paula disse...

Acho que a esperança pode colaborar com a nossa ilusão. As vezes eu percebo que minha esperança é tão grande que acabo não enxergando a realidade gritante bem à minha frente. Penso que talvez o meu mal seja acreditar demais e enxergar a verdade de menos.

Humanos... alguns só aprendem depois de muitas lições.
Gostei da reflexão, muito propícia!

Malu disse...

Você disse tudo, Camila!!! É mesmo a tal da esperança o "x" da questão!!!